Pé dentro, uma vez no sombral que a cobertura de videira proporciona, apetece permanecer aqui um pouco, especialmente quando o calor aperta.

À direita deparamo-nos com uma porta negra, maciça, ornada com ferragens em dourado; é esta a entrada da Forja.

Mais do que um prolongamento do restaurante (em frente), trata-se de um espaço que se faz com a gente que ali trabalha e com a gente que nos visita.

Onde se forja e onde se convive, com ou sem a animação da Sala Principal.

Na decoração, as traves negras contrastam com a alvura das paredes onde se vêem adereços vários, sobretudo utensílios de trabalho recolhidos nas tradicionais oficinas de ferreiro, e assim ficou esta sala confirmada como Forja.

Outro pormenor que ali confirma a origem do nome atribuído esta casa de fado bem portuguesa, Timpanas, está na partitura emoldurada com o hino cantado e assobiado pelo rei das traquitanas, o boleeiro-taxista dos tempos antigos.

Também aqui o piso está em parte desnivelado por um estrado de madeira, e noutra exibe a beleza da calçada portuguesa.

Não parecendo à primeira vista, quando o observamos com as habituais mesas de refeição distribuídas, este é um espaço pensado para ser utilizado por gente que arregaça as mangas para trabalhar, que o transforma, que forja matérias para proporcionar eventos variados, alguns deles em privado.